A capital. Um pequeno mundo separado do resto do país. Aqui tudo é possível. É que parecendo que não, até o impossível tem uma boa probabilidade de acontecer.
No Rossio os pombos passeiam-se: uns voam de encontro às cabeças dos apressados, outros saltitam alegres pela calçada.
Na rua 1º de Dezembro a senhora das castanhas assadas faz uns trocos extra e vende daquelas coisas que dão moca, enquanto o mendigo faz uma pausa para discutir com os cães.
Na rua Augusta, os senhores que percebem de negócios, tentam vender também daquelas coisas que dão moca a quem passa, e os mais aventurados entram nos restaurantes e cafés, talvez por pensarem que depois de uma bica um charro cai sempre bem.
A capital. Um pequeno mundo separado do resto do país. Aqui onde os namoradOS se passeiam de mãos dadas, enquanto outros gritam para a janela do prédio, em jeito de serenata, pedindo para que lhe abram a porta.
Aqui, onde o peito se enche de ar, numa inspiração profunda, e um sorriso se desenha no rosto por saber que mesmo cheia de gente e carros, Lisboa continua a ser assim como sempre foi: bonita de se ver e tão agradável de se estar...